Roma passou a cobrar um bilhete de 2 euros para visitantes que desejam acesso próximo à área inferior da Fontana di Trevi a partir de 2 de fevereiro de 2026. O que parece uma cobrança pequena faz parte de uma mudança maior na forma como cidades europeias estão administrando turismo, espaço público e preservação histórica. Neste artigo, explico o que mudou, quem é afetado, como isso impacta o planejamento de viagem e o que essa decisão revela sobre o futuro do turismo na Europa.
Moro na Irlanda, mas sou originalmente de São Paulo. Não sou falante nativo de inglês e costumo analisar notícias europeias com uma visão prática e direta, pensando sempre em quem quer viajar, estudar ou morar fora. Quando vi essa mudança em Roma, ficou claro que não se trata apenas de 2 euros. Estamos falando de regras, organização, controle de fluxo de visitantes e novos custos que entram no planejamento de qualquer viagem internacional.
Por Que Roma Introduziu a Taxa de 2 Euros
Roma recebe milhões de visitantes todos os anos. A Fontana di Trevi é um dos pontos turísticos mais conhecidos do mundo. A tradição de jogar uma moeda na fonte é famosa e faz parte do imaginário coletivo de quem visita a capital italiana. Muitas pessoas acreditam que jogar uma moeda garante o retorno à cidade. Essa tradição transformou o local em um dos espaços mais movimentados de Roma.
Para reduzir a superlotação na área mais próxima à água, a prefeitura implementou um sistema de acesso controlado à parte inferior da fonte. A praça continua gratuita e aberta ao público. Qualquer pessoa pode ver a Fontana di Trevi sem pagar. No entanto, quem quiser descer até o nível do espelho d’água para jogar a moeda deverá adquirir o bilhete durante o horário regulado, que atualmente funciona das 11:30 às 22:00 às segundas e sextas-feiras, e das 09:00 às 22:00 nos demais dias da semana.
A decisão não é apenas financeira. O objetivo é organizar o fluxo de visitantes, reduzir riscos de acidentes e preservar a estrutura histórica. Quando muitas pessoas se concentram em um espaço pequeno, aumentam os danos físicos ao patrimônio e também a pressão sobre moradores e trabalhadores da região.
Quem É Afetado e O Que Muda Para o Visitante
A regra afeta principalmente não residentes que desejam acesso à área mais próxima da fonte durante o horário controlado. O valor é de 2 euros por pessoa. Crianças menores de seis anos e alguns grupos específicos, como pessoas com deficiência, podem ter isenção conforme regras municipais.

Quem quiser apenas tirar fotos da praça ou observar o monumento de fora da área controlada não precisa pagar. O acesso gratuito à praça continua garantido.
Na prática, passam a existir dois tipos de experiência:
- Acesso gratuito à praça principal
- Acesso pago e controlado à área inferior da fonte
À primeira vista, 2 euros parecem irrelevantes. Porém, quando pensamos em famílias, grupos de amigos ou viajantes que visitam vários pontos turísticos no mesmo dia, pequenas taxas se acumulam. Somadas a ingressos de museus, transporte público, alimentação, hospedagem e atrações adicionais, essas cobranças impactam o orçamento total da viagem.
Se você está analisando o custo de vida na Europa ou comparando gastos entre destinos, vale conferir também este conteúdo complementar em https://tanaeuropa.com/cost-of-living-in-europe/, que detalha despesas diárias e custos que muitos viajantes não consideram inicialmente.
A Lógica Econômica Por Trás da Decisão
Manter um monumento histórico como a Fontana di Trevi exige investimento constante em limpeza, restauração e segurança. Embora milhares de moedas sejam recolhidas anualmente da água, a gestão do fluxo turístico envolve custos adicionais como funcionários, barreiras físicas, organização de filas e monitoramento.
Sob o ponto de vista econômico, o acesso pago pode:
- Gerar receita previsível para manutenção
- Reduzir a concentração excessiva de visitantes
- Melhorar a organização do fluxo
- Apoiar empregos ligados à gestão do patrimônio histórico
O turismo na Europa movimenta bilhões de euros todos os anos. Porém, por trás da experiência cultural existe uma estrutura financeira que precisa ser sustentável. Monumentos históricos são ativos culturais que exigem planejamento e recursos.
Se você quer entender melhor como o turismo impacta as cidades europeias, inclusive em termos de impostos e infraestrutura, pode ler também https://tanaeuropa.com/how-tourism-impacts-european-cities/, onde analisamos os efeitos econômicos e sociais do setor.
Overtourism na Europa e o Que Isso Revela
Roma não é um caso isolado. Outras cidades europeias vêm implementando medidas para controlar o chamado overtourism, termo usado internacionalmente para descrever o excesso de visitantes em determinados destinos.
Veneza já testou sistemas de cobrança para visitantes de um dia. Algumas cidades adotaram taxas turísticas por noite de hospedagem. Outras passaram a exigir reserva antecipada para determinados pontos históricos.
A popularização de voos de baixo custo, redes sociais e trabalho remoto ampliou o número de pessoas circulando por centros históricos. Isso aumenta a pressão sobre infraestrutura urbana, transporte e serviços públicos.
A nova regra da Fontana di Trevi se encaixa em uma tendência maior:
- Controle de acesso a áreas históricas
- Ampliação de taxas turísticas
- Uso de sistemas digitais de bilhete
- Políticas de proteção do patrimônio cultural
Para quem pensa em morar na Europa, estudar fora ou passar temporadas mais longas, essas mudanças são relevantes. Regulamentações influenciam custos, mobilidade e qualidade de vida.
Se o seu plano envolve visto ou residência, é importante entender as regras migratórias de cada país. Você pode consultar um guia prático sobre visto europeu em https://tanaeuropa.com/europe-visa-guide/, que ajuda a compreender exigências de permanência e documentação.
O Que Isso Significa Para o Orçamento de Viagem em 2026
Vamos analisar de forma objetiva. Ao visitar Roma por alguns dias, você provavelmente terá gastos com:
- Hospedagem
- Transporte público
- Alimentação
- Ingressos para museus
- Passeios guiados
- Serviços como travel insurance
Agora adicione pequenas taxas de acesso controlado. Dois euros aqui. Três euros ali. Taxa municipal por noite. Eventuais reservas antecipadas.
Individualmente, esses valores parecem baixos. No conjunto, alteram o planejamento financeiro. Viajar pela Europa exige orçamento detalhado, principalmente em períodos de alta temporada.
Muitos turistas analisam apenas o preço da passagem aérea e do hotel. Porém, despesas adicionais acabam impactando o custo final. Sistemas de acesso pago tornam o orçamento mais previsível, mas também menos flexível.
Se você compara salários médios e poder de compra entre países europeus, pode conferir https://tanaeuropa.com/average-salary-in-europe-2026/, onde mostramos como moradores locais vivenciam esses custos no dia a dia.
Preservação Versus Acesso Livre – Existe Equilíbrio
Algumas pessoas defendem que patrimônio cultural deve ser totalmente gratuito. Outras argumentam que pequenas taxas ajudam a preservar monumentos históricos.
A taxa de 2 euros não representa uma barreira significativa para a maioria dos visitantes internacionais. Porém, simboliza uma mudança de abordagem. Espaços antes totalmente livres passam a ter controle parcial.
Sem organização, o desgaste físico da estrutura aumenta. Custos de restauração sobem. Riscos de segurança crescem. Moradores reclamam do excesso de fluxo.
A questão central é encontrar equilíbrio. É possível preservar a história mantendo acesso democrático. Roma parece ter optado por um modelo intermediário: praça gratuita, acesso específico controlado e valor relativamente baixo.
Possíveis Cenários Futuros Para Outras Cidades
Quando uma cidade importante implementa uma medida desse tipo, outras observam atentamente.
Se o sistema da Fontana di Trevi funcionar bem, é possível que políticas semelhantes sejam aplicadas a:
- Monumentos com alto fluxo de visitantes
- Mirantes turísticos populares
- Pontes históricas
- Centros históricos compactos
A gestão do turismo na Europa está evoluindo. Tecnologias de bilhetagem digital e monitoramento em tempo real permitem controle mais eficiente.

A Europa continuará sendo um dos destinos mais procurados do mundo. Porém, o acesso totalmente livre a determinados pontos pode se tornar menos comum.
Se você está considerando mudança definitiva ou planejamento de longo prazo, vale conferir também este panorama sobre relocação em https://tanaeuropa.com/relocation-guide-for-europe-2026/, que aborda etapas práticas para morar legalmente na Europa.
Conclusão do Ta Na Europa!
A taxa de 2 euros na Fontana di Trevi em 2026 vai além de um simples bilhete. Representa uma mudança estrutural na forma como cidades europeias lidam com pressão turística e preservação histórica.
Para o visitante, o impacto é administrável, mas exige planejamento. Para as cidades, trata-se de uma estratégia de equilíbrio entre acesso público e conservação.
Quem pretende visitar Roma continuará podendo apreciar a fonte e manter a tradição de jogar a moeda. A diferença é que agora isso acontece dentro de um sistema organizado, pensado para preservar o patrimônio para as próximas gerações.
Sources
Rome introduces Trevi Fountain access fee to curb coin-tossing crowds – https://www.reuters.com/world/rome-introduces-trevi-fountain-access-fee-curb-coin-tossing-crowds-2026-02-02/
Rome tourists have to pay to get up close to the Trevi Fountain – https://www.euronews.com/travel/2026/02/02/rome-tourists-will-have-to-pay-to-get-up-close-to-the-trevi-fountain-next-year
Rome starts charging two-euro fee for Trevi Fountain – https://www.ansa.it/english/news/lifestyle/arts/2026/02/02/rome-starts-charging-two-euro-fee-for-trevi-fountain_d4580d1d-3353-478d-96f1-2cd289f9bb7f.html

