Roma passou a cobrar uma taxa de €2 para visitantes que desejam se aproximar da área mais próxima da Fontana di Trevi. À primeira vista, o valor parece pequeno, quase simbólico. Mas, na prática, essa decisão traz impactos reais para quem visita a cidade, para o turismo europeu e para a forma como patrimônios históricos estão sendo geridos em 2026.
Este artigo explica o contexto dessa mudança, quem é afetado, quais são os custos envolvidos e o que essa decisão revela sobre o futuro do turismo em cidades muito visitadas da Europa.
Por que Roma decidiu mudar as regras da Fontana di Trevi
A Fontana di Trevi é um dos pontos turísticos mais visitados da Europa. Todos os anos, milhões de pessoas passam pela pequena praça, criando aglomerações constantes, dificuldades de circulação e riscos tanto para os visitantes quanto para o monumento.
Durante anos, autoridades locais discutiram como proteger a fonte sem impedir o acesso público. A taxa de €2 surge como uma solução intermediária. A praça continua aberta e gratuita, mas o acesso à área mais próxima da água passou a ser controlado.
Essa mudança permite reduzir a pressão sobre o patrimônio histórico, melhorar a organização do fluxo de pessoas e gerar recursos financeiros para manutenção e preservação.
O que exatamente a taxa de €2 inclui
A cobrança não se aplica a toda a praça. Ela vale apenas para a área controlada próxima ao espelho d’água, onde a maioria das pessoas costuma parar para tirar fotos e jogar moedas.
Com o pagamento, o visitante pode:
- Ficar mais próximo da fonte
- Jogar a moeda seguindo a tradição local
- Fotografar com menos empurrões e aglomeração
Sem pagar, ainda é possível:
- Ver a fonte da área externa
- Circular livremente pela praça
- Visitar a Fontana di Trevi fora do horário de cobrança
Essa distinção é importante, pois muita gente acredita que a visita inteira passou a ser paga, o que não é verdade.
Como funciona o controle de acesso ao longo do dia
O acesso controlado ocorre principalmente nos horários de maior movimento. Em geral, a cobrança acontece das 9h às 22h, com pequenas variações dependendo do dia da semana. Após esse horário, as barreiras são removidas e o acesso volta a ser livre para todos.
Esse modelo incentiva o visitante a planejar melhor o horário da visita. Madrugada e noite passaram a ser opções interessantes para quem prefere evitar custos e multidões.
Para a cidade, o sistema facilita o controle, aumenta a segurança e melhora a experiência geral no local.
Quem é impactado pela nova regra
A taxa afeta principalmente turistas e visitantes temporários. Moradores de Roma não pagam, assim como crianças pequenas e pessoas com necessidades específicas de acessibilidade.
Embora o valor seja baixo, ele se soma a outras despesas comuns em viagens pela Europa, como taxas municipais, ingressos e transporte. Para quem viaja com orçamento apertado, esses pequenos custos fazem diferença.

Já para quem prioriza conforto e uma experiência mais tranquila, o valor pode ser visto como aceitável.
O impacto econômico por trás de um valor aparentemente baixo
Quando aplicada a milhões de visitantes, uma taxa pequena pode gerar uma receita significativa. As estimativas atuais apontam para algo entre €6 e €7 milhões por ano.
Esse dinheiro é direcionado para:
- Conservação da Fontana di Trevi
- Limpeza e restauração do espaço
- Contratação de equipes de apoio e controle
- Melhoria da segurança no local
Do ponto de vista econômico, a taxa cria uma fonte de financiamento mais estável e reduz a dependência exclusiva de recursos públicos.
A tradição de jogar moedas e o que mudou na prática
O costume de jogar uma moeda na Fontana di Trevi, associado à ideia de voltar a Roma no futuro, continua existindo. O que mudou foi a forma de acesso a essa tradição.
Agora, o visitante precisa decidir se prefere pagar para se aproximar durante o dia ou ajustar o horário da visita para momentos em que o acesso é livre.
Com o tempo, é provável que os próprios turistas se adaptem ao novo modelo, escolhendo horários alternativos ou incluindo o custo no planejamento da viagem.
Comparação com outras cidades europeias
Roma não está sozinha nesse tipo de decisão. Outras cidades da Europa já adotaram medidas semelhantes para lidar com o excesso de visitantes.
Veneza implementou controles de acesso em dias de pico.
O Panteão passou a cobrar ingresso há alguns anos.
Museus e monumentos históricos aumentaram preços para equilibrar demanda.
Dentro desse contexto, a taxa da Fontana di Trevi ainda é considerada baixa, mas sinaliza uma tendência clara.
O que o turista precisa considerar ao planejar a visita
Quem pretende visitar Roma em 2026 deve levar em conta:
- Horários de cobrança na Fontana di Trevi
- Pequenos custos adicionais em pontos turísticos
- Diferença de experiência entre horários cheios e vazios
Para alguns, acordar mais cedo ou visitar à noite será a melhor escolha. Para outros, pagar a taxa garante mais conforto e menos estresse.
Custos, pressão turística e riscos no longo prazo
O maior debate não gira em torno dos €2, mas sobre o efeito acumulado desse tipo de política. Se vários monumentos adotarem taxas semelhantes, o custo total das viagens pode aumentar gradualmente.

Por outro lado, sem controle, muitos patrimônios correm risco real de degradação. A decisão de Roma mostra uma tentativa de equilíbrio entre acesso e preservação.
O impacto para quem vive ou circula pela Europa
Para quem mora na Europa ou viaja com frequência, essas mudanças fazem parte de um cenário maior. O turismo está se tornando mais regulado, com foco em sustentabilidade e qualidade da experiência.
Conteúdos relacionados no Ta Na Europa ajudam a entender melhor esse contexto, como https://tanaeuropa.com/descubra-os-10-paises-mais-baratos-para-morar-na-europa-em-2024-custos-de-aluguel-e-salarios/ e https://tanaeuropa.com/como-funciona-o-custo-de-vida-na-europa-em-2026/.
Possíveis cenários futuros para patrimônios históricos
Se o modelo funcionar bem, outras cidades podem adotar soluções parecidas. Entre os cenários possíveis estão:
- Controle por horários agendados
- Taxas variáveis em períodos de alta temporada
- Prioridade de acesso para moradores locais
A Fontana di Trevi pode ser apenas o início de uma nova forma de gestão do turismo urbano na Europa.
Conclusão do Ta Na Europa!
A taxa de €2 na Fontana di Trevi não é apenas uma cobrança simbólica. Ela representa uma mudança na forma como cidades europeias lidam com turismo em massa e preservação histórica.
Para o visitante, a principal mudança é a necessidade de planejamento. Para Roma, trata-se de proteger um patrimônio mundial sem fechar as portas ao turismo.
Entender essas pequenas mudanças ajuda a evitar surpresas e a tomar decisões mais conscientes ao viajar ou viver na Europa.

