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Reino Unido cria sistema que devolve dinheiro por latas e garrafas

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O Reino Unido confirmou a criação de um novo sistema, com início previsto para 2027, que promete mudar a forma como as pessoas lidam com latas e garrafas vazias no dia a dia. A proposta é simples, mas com impacto direto no bolso, no consumo e no meio ambiente. Quem compra bebidas deverá pagar um pequeno valor extra e poderá recuperar esse dinheiro ao devolver a embalagem vazia em pontos de coleta espalhados pelo país, quando o sistema entrar em operação.

O modelo segue uma tendência já aplicada em outros países da Europa e chega com a promessa de reduzir o lixo nas ruas, aumentar as taxas de reciclagem e criar um incentivo financeiro real para o consumidor. Mas o que muda, na prática, com esse sistema? Quem será mais afetado? Vale mesmo a pena para quem mora ou trabalha no Reino Unido?

O que é o novo sistema de devolução de embalagens no Reino Unido

O chamado Deposit Return Scheme, conhecido como DRS, é um sistema em que o consumidor paga um depósito ao comprar uma bebida e recebe esse valor de volta ao devolver a embalagem vazia. Esse depósito funciona como um incentivo direto para que latas e garrafas não sejam descartadas no lixo comum ou nas ruas.

A ideia central é tornar a reciclagem parte automática do consumo. Em vez de depender apenas da boa vontade das pessoas, o sistema cria um estímulo financeiro claro. Bebeu, devolveu, recebeu o dinheiro de volta.

Como funciona o depósito pago na compra da bebida

Ao comprar uma bebida em lata ou garrafa, o consumidor paga um valor extra pelo recipiente. Esse valor não é um imposto, nem uma taxa perdida. Ele fica vinculado à devolução da embalagem.

O valor do depósito ainda não foi definido oficialmente em lei. As estimativas atuais indicam que ele deve ficar em uma faixa próxima de 10 a 20 pence por unidade, podendo variar conforme o tipo de embalagem. Ao devolver a lata ou garrafa vazia em um ponto autorizado, esse valor é reembolsado.

Onde será possível devolver latas e garrafas vazias

A devolução deverá ser feita em supermercados, lojas menores, quiosques e pontos de coleta específicos, após o início oficial do sistema. Muitos desses locais contarão com máquinas automáticas, conhecidas como reverse vending machines, que identificam a embalagem, validam o depósito e liberam o reembolso.

Não será necessário apresentar comprovante de compra. O sistema reconhece a embalagem elegível, independentemente de onde ela foi adquirida.

Quem é afetado pelo novo sistema de reciclagem

O impacto atinge praticamente toda a população. Consumidores, comerciantes, fabricantes de bebidas e o próprio governo entram nesse novo modelo de responsabilidade compartilhada. Esse tipo de política ambiental também dialoga diretamente com debates sobre custo de vida e salários no país, como já analisamos em https://tanaeuropa.com/o-custo-de-viver-no-reino-unido-comparando-salarios-e-moradia/.

Para o consumidor comum, o principal efeito está no hábito. Jogar a embalagem fora deixa de fazer sentido quando ela passa a ter valor financeiro.

Para quem vive de renda mais apertada, o sistema pode representar uma pequena economia no fim do mês, principalmente para quem consome bebidas com frequência.

Impacto no bolso do consumidor no dia a dia

Na prática, o consumidor não perde dinheiro se devolver as embalagens. O custo só existe para quem opta por não participar do sistema.

Em um cenário de aumento do custo de vida no Reino Unido, qualquer valor recuperável ganha importância. Para famílias maiores ou pessoas que consomem bebidas diariamente, o retorno acumulado pode fazer diferença ao longo do mês.

Efeito para supermercados e pequenos comércios

Os estabelecimentos comerciais passam a ter um papel central na operação do sistema. Supermercados maiores tendem a instalar máquinas automáticas, enquanto lojas menores podem optar por pontos de coleta manuais.

Há custos operacionais envolvidos, mas também benefícios indiretos, como maior fluxo de clientes e alinhamento com metas ambientais exigidas pelo governo.

Por que o governo decidiu implementar esse sistema agora

O Reino Unido enfrenta desafios claros em relação ao descarte de resíduos e à limpeza urbana. Latas e garrafas estão entre os itens mais encontrados em lixo de rua.

Além disso, metas ambientais mais rígidas vêm sendo adotadas em toda a Europa. Esse movimento acompanha investimentos em sustentabilidade e empregos ligados ao meio ambiente, tema que já exploramos em https://tanaeuropa.com/como-os-paises-europeus-estao-investindo-em-energia-limpa-e-empregos-verdes/. O DRS surge como uma resposta prática para aumentar a taxa de reciclagem e reduzir o impacto ambiental sem criar novas multas ou punições diretas.

Comparação com outros países da Europa

Modelos semelhantes já funcionam em países como Alemanha, Holanda e países nórdicos. A experiência desses países ajuda lembrar outros desafios ambientais da região, como a reciclagem de plástico, abordada em https://tanaeuropa.com/os-desafios-da-reciclagem-de-plastico-na-uniao-europeia/. Nessas regiões, as taxas de retorno de embalagens chegam a níveis muito altos, justamente por conta do incentivo financeiro.

A experiência europeia mostra que, com o tempo, o sistema se torna parte da rotina das pessoas, reduzindo drasticamente o descarte irregular.

Possíveis riscos e críticas ao novo modelo

Apesar dos benefícios, o sistema não é isento de críticas. Pequenos comerciantes apontam aumento de custos e necessidade de adaptação logística.

Há também preocupações sobre filas em pontos de devolução e sobre a eficiência do sistema nos primeiros meses de operação.

Outro ponto discutido é o impacto inicial no preço percebido das bebidas, já que o consumidor vê um valor maior na etiqueta, mesmo sabendo que ele pode ser recuperado depois. Esse tipo de efeito colateral também aparece em outras políticas ambientais europeias que influenciam o custo de vida, como explicamos em https://tanaeuropa.com/impacto-das-politicas-ambientais-da-ue-no-custo-de-vida/.

O que muda para brasileiros que vivem no Reino Unido

Para quem veio do Brasil, o sistema pode causar estranhamento no início. Especialmente após o Brexit, muitas regras do dia a dia mudaram para estrangeiros no país, como já detalhamos em https://tanaeuropa.com/o-que-mudou-nas-regras-de-viagem-apos-brexit-para-brasileiros/. No entanto, a lógica é simples e tende a ser rapidamente incorporada ao dia a dia.

Brasileiros que já vivem em cidades com custo de vida elevado podem enxergar o DRS como uma oportunidade de economizar e, ao mesmo tempo, contribuir para um ambiente mais limpo.

Vale a pena aderir ao sistema no dia a dia

Do ponto de vista financeiro, sim. Quem devolve as embalagens não perde dinheiro.

Do ponto de vista prático, o sistema exige apenas uma mudança de hábito. Guardar latas e garrafas e devolvê-las passa a ser parte da rotina, assim como já acontece com outras práticas comuns na Europa.

O que esperar para o futuro do sistema no Reino Unido

A expectativa do governo é que o sistema evolua com o tempo, incorporando novos tipos de embalagens e ampliando os pontos de coleta.

Se os resultados seguirem o padrão de outros países europeus, o impacto deve ser visível tanto na limpeza urbana quanto nos índices de reciclagem.

Conclusão do Ta Na Europa!

O novo sistema de devolução de dinheiro por latas e garrafas no Reino Unido representa uma mudança prática, direta e com impacto real no dia a dia das pessoas. Mais do que uma política ambiental, trata-se de uma estratégia que une economia, responsabilidade e incentivo financeiro.

Para quem vive no país, entender como funciona e incorporar o hábito de devolver embalagens pode significar menos lixo nas ruas e mais dinheiro de volta no bolso.

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Governo do Reino Unido anuncia esquema de devolução de depósito para embalagens – https://www.gov.uk/government/news/government-to-clean-up-communities-with-deposit-return-scheme-for-plastic-bottles-and-cans

Sistemas de retorno de depósito e reciclagem na Europa – https://www.tomra.com/reverse-vending/media-center/feature-articles/deposit-return-schemes-europe

Esquemas de reembolso de depósito na União Europeia – https://environment.ec.europa.eu/economy-and-finance/ensuring-polluters-pay/deposit-refund-schemes_en

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Antonio Joaquim de Godoy

Sou Antonio, criador do Ta Na Europa!, nascido no interior de São Paulo. Desde 2019, vivo na Europa, onde descubro e compartilho minhas paixões por viagens. Neste blog, trago curiosidades, informações e minha perspectiva sobre este continente fascinante.

Antonio Joaquim de Godoy

Sou Antonio, criador do Ta Na Europa!, nascido no interior de São Paulo. Desde 2019, vivo na Europa, onde descubro e compartilho minhas paixões por viagens. Neste blog, trago curiosidades, informações e minha perspectiva sobre este continente fascinante.

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