Brasileiros que possuem cidadania europeia passaram a olhar com mais atenção para uma rota legal que permite morar e empreender nos Estados Unidos por meio do visto E-2, conhecido como visto de investidor. O tema ganhou força em 2026 porque envolve mobilidade internacional, negócios, renda em dólar e uma alternativa real para quem não possui passaporte americano nem Green Card.
O assunto vai muito além de uma simples vantagem migratória. Ele envolve regras específicas, tratados internacionais, valores de investimento, impactos familiares e riscos que pouca gente comenta. Entender o contexto completo é essencial antes de tomar qualquer decisão.
O que é o visto E-2 e por que ele voltou ao centro das atenções
O visto E-2 é um tipo de autorização concedida pelos Estados Unidos a cidadãos de países que mantêm tratado de comércio e navegação com o país. Ele permite que o investidor entre, resida e trabalhe legalmente nos EUA a partir da abertura ou compra de um negócio ativo.
Em 2026, o interesse aumentou porque o Brasil continua fora da lista de países com tratado E-2. Isso faz com que brasileiros com dupla cidadania europeia passem a ter uma vantagem prática que não existe para quem possui apenas o passaporte brasileiro.

Diferente de outros vistos, o E-2 não exige um valor fixo mínimo oficial de investimento, mas sim que o montante seja considerado substancial para o tipo de negócio escolhido. Esse detalhe abre espaço para interpretações e estratégias diferentes.
Quais países europeus permitem acesso ao E-2
Para entender melhor como a cidadania europeia amplia oportunidades fora do continente, vale também conferir este conteúdo complementar do Ta Na Europa: https://tanaeuropa.com/irlanda-lidera-ranking-global-com-o-passaporte-mais-poderoso-em-2025/
Nem toda cidadania europeia garante acesso ao visto E-2. O fator decisivo é o tratado bilateral entre o país de cidadania e os Estados Unidos.
Entre os países europeus que mantêm esse tipo de acordo estão Portugal, Itália, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Holanda, Bélgica e outros.
Isso significa que um brasileiro com passaporte italiano ou português, por exemplo, pode solicitar o visto E-2 usando exclusivamente essa nacionalidade, mesmo que tenha nascido no Brasil.
Quem realmente é afetado por essa regra
A principal diferença está entre brasileiros com e sem dupla cidadania. Quem possui apenas o passaporte brasileiro continua limitado a vistos tradicionais, como turismo, estudo ou trabalho patrocinado por empresa.
Já quem possui cidadania europeia elegível passa a ter uma rota própria para empreender nos Estados Unidos, sem depender de sorteios ou patrocínio corporativo.
Esse cenário afeta diretamente famílias que planejam longo prazo, profissionais autônomos, empresários digitais e pessoas que já atuam com negócios internacionais.
O que ninguém te conta sobre o investimento exigido
Um dos maiores mitos sobre o visto E-2 é a ideia de que qualquer valor serve. Na prática, o consulado analisa se o investimento é suficiente para manter o negócio ativo, gerar renda real e não ser apenas simbólico.
Em 2026, os valores observados em processos aprovados costumam variar entre 80 mil e 300 mil dólares, dependendo do setor, com investimentos mais altos sendo comuns em franquias, restaurantes e operações de maior porte. Negócios de serviço, como consultorias e agências, tendem a exigir menos capital inicial do que restaurantes ou franquias.
Além do valor investido, é essencial comprovar a origem lícita do dinheiro, planejamento financeiro e viabilidade do negócio.
Diferença entre o E-2 e outros caminhos migratórios
O visto E-2 não é um visto de trabalho tradicional e também não é um Green Card. Ele está diretamente ligado ao negócio do investidor.
Enquanto o negócio estiver ativo e cumprindo sua função econômica, o visto pode ser renovado indefinidamente. Se o negócio fechar, o status migratório é perdido.
Esse detalhe faz com que o E-2 seja visto como um caminho flexível, mas que exige disciplina e gestão constante.
Impactos para a família do investidor
Um ponto positivo pouco divulgado é que o cônjuge do titular do E-2 pode trabalhar legalmente nos Estados Unidos, inclusive para outras empresas.
Filhos menores de 21 anos podem estudar no país, inclusive em escolas públicas, mas não podem trabalhar.
Esse fator pesa bastante para famílias que pensam em educação, estabilidade e qualidade de vida.
Custos além do investimento inicial
Quem avalia esse tipo de mudança costuma comparar custos entre países. Um bom ponto de apoio é este artigo do Ta Na Europa sobre custo de vida no continente: https://tanaeuropa.com/descubra-os-10-paises-mais-baratos-para-morar-na-europa-em-2024-custos-de-aluguel-e-salarios/
Quem considera o visto E-2 precisa olhar além do valor do negócio. Existem custos jurídicos, taxas consulares, despesas de abertura de empresa, contabilidade, aluguel e custo de vida.
Dependendo da cidade escolhida, o custo mensal para manter uma família pode variar entre 4 mil e 7 mil dólares.
Ignorar esses números é um dos erros mais comuns entre quem inicia o processo sem planejamento.
Comparação com viver na Europa usando cidadania europeia
Para quem ainda avalia permanecer na Europa antes de dar um passo maior, este conteúdo ajuda a contextualizar escolhas e planejamento: https://tanaeuropa.com/morar-na-europa-em-2025-vale-a-pena-entenda-os-principais-desafios/
Para muitos brasileiros, a Europa continua sendo a porta de entrada mais simples. Países como Portugal e Espanha oferecem custo inicial menor e acesso direto ao mercado de trabalho.
Os Estados Unidos, por outro lado, oferecem potencial de renda mais alto, mas também riscos maiores.
Essa comparação precisa ser feita com base em perfil profissional, reserva financeira e tolerância ao risco.
Possíveis cenários futuros para 2026 e além
Mudanças migratórias e econômicas também afetam brasileiros no continente europeu, como abordado neste artigo: https://tanaeuropa.com/brasileiros-na-europa-o-que-muda-com-as-novas-regras-de-imigracao/
Especialistas apontam que os Estados Unidos tendem a manter o visto E-2 como ferramenta de atração de capital estrangeiro.
Não há indicação concreta de que o Brasil entrará na lista de tratados no curto prazo. Isso mantém a vantagem competitiva de quem possui cidadania europeia.
Ao mesmo tempo, consulados têm aumentado o nível de exigência na análise dos negócios apresentados.
Riscos reais que precisam ser considerados
O maior risco do visto E-2 é a dependência total do negócio. Diferente de um visto de trabalho, não existe proteção caso o empreendimento falhe.
Outro ponto sensível é a renovação. Embora seja comum, ela não é automática.
Planejamento financeiro conservador e assessoria especializada fazem diferença nesse tipo de processo.
Vale a pena usar a cidadania europeia para esse fim
Antes de qualquer decisão definitiva, muitos leitores buscam entender melhor os caminhos de cidadania e planejamento de longo prazo, como explicado neste conteúdo do Ta Na Europa: https://tanaeuropa.com/cidadania-europeia-entenda-os-principais-caminhos-para-brasileiros/
Para quem já possui dupla cidadania e capital disponível, o visto E-2 pode ser uma porta legal e estratégica.

Para quem ainda está no processo de cidadania ou não possui reserva financeira sólida, o risco pode ser alto demais.
A decisão deve ser baseada em dados, não em promessas fáceis.
Conclusão do Ta Na Europa!
O visto E-2 surge em 2026 como uma alternativa real para brasileiros com cidadania europeia que desejam morar e empreender nos Estados Unidos. Ele não é simples, não é barato e não é garantido, mas oferece possibilidades que não existem para quem possui apenas o passaporte brasileiro.
Planejamento, informação correta e visão de longo prazo são fundamentais para transformar essa oportunidade em um projeto de vida sustentável.
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Fontes de referência:
Visto E-2 Treaty Investors – regras oficiais do governo dos Estados Unidos https://www.uscis.gov/working-in-the-united-states/temporary-workers/e-2-treaty-investors
E-2 Visa Overview – Treaty Investor Visa explicado https://travel.state.gov/content/travel/en/us-visas/employment/treaty-trader-investor-visa-e.html
Lista oficial de países com tratado E-2 com os EUA https://www.boundless.com/immigration-resources/e-2-visa-explained/

